22 de jun. de 2014

DO QUERER MENTIR

E desconfia
                a folha que cai
                como algo mudando
Arrebenta a vida pra ficar...
                        tem um carro
Dois espasmos pra onde
                        será mais feliz
                               o sarro sério
Um beijo bom pra esquecermos
                tudo de todas
                               as brigas
Eta beijo bom
                e sempre temos
                um hoje diferente
Precisamos também do amanhã
    

21 de jun. de 2014

da  melhor conquista



tem pra disputar
 e quando se disputa
        à luta vamos
a mais do amar
e erguer da loucura
          dos olhos
pra enxergar
     de todo sentimento
         e tudo se disputa
diz, até das putas
pra enriquecer da vida
            todas pecadoras
           e fora da cama
toda quadrada, dizem as redondas
                    e um chuveiro
e ninguém resiste
pra insistir da outra vez
o veneno do querer
           e então rezemos
mais mais mais
pra disputar
         diz o ditado
e tudo se disputa

13 de jun. de 2014

MUITAS  COISAS

pra que do sonho

e hoje acontecendo
       e eu...
muitas coisas pra dizer

               do glamour
e não esconder
              do amor

e escondeu...

12 de jun. de 2014

                         É DOSE

hoje um dia maluco
tudo começa
pede o olhar...
um pouco de sim... um beijo na copa
os tuntuntuns...
do sorrir e do sentir...desta vida
e sem parar...
pra  mais um pouco... e cheio.

10 de jun. de 2014

receita muito boa

tem um toque de tudo... 
da alegria de sei lá de onde vem
todo tempero brejeiro e feliz.
tem tudo um orégano da vida
um pó encorpado e doce
do falar e do querer e mais.
as tais vidas e andar
do onde é onde e não importa
torta torta de comer... e com orégano!!! 
pra gamar da felicidade... 
a cidade um esqueleto
e vivo... um belo tempero

28 de mai. de 2014

tem o frio.

agora está chovendo!!!
que maravilha...
temos a água afinal... 
                 e começando.
e beber desta água toda...
é bom!!!
sentir do frio da chuva o calor... 
e como é bom...
                     e flutuar...
dar da loucura e fugir...
escapar do beijo e pedir outro...
oh!!! confusão do corpo...
                             do beijo...
                   e uma boca.
nossa!!!

20 de mai. de 2014

Fim dos tempos


e eu
   como amei
a minha primeira
         mulher de verdade
com tanta porrada
          mas bonita
da beleza sempre
         sofrendo
           vendo
       o que eu não via
daí eu enxerguei...
          enxerguei
e ela se foi

17 de mai. de 2014

SELVAGEM

de tanto dançar
dos lábios uma alegria 
                      do sorrir
tem essência 
              e simplicidade... 
um vestir tão belo 
              quanto tudo de ti

14 de mai. de 2014

eu preciso descobrir.

e da paranóia... 
eu já não sei dizer... 
se vou viver.
pros estragos... 
os excelentes... 
as lentes de olhar o mundo
um pequeno pedaço... 
um doido. e toda alegria...

7 de mai. de 2014

terno e rosas


tão de todo
          o botequim
onde o samba do amor
         vira o velho rock n' roll
                     o horror
e tudo mundo passa
             a tudo olha sim
sempre na mais
          velha palavra 
                uma velha ocasião
pra falar da volta
uma discórdia maliciosa
                       dos ouvidos
os murmúrios bárbaros
e foda-se o mundo eterno
               eu nunca usei terno
e se for pra morrer
           que me bastem as rosas
                   pra aquecer
todo meu corpo
               um velho sentido
               do estúpido cupido
parado na essência
                     na sórdida ilusão
um pão acabado 
                 por enquanto
porque pra amanhecer
                       outra padaria
e quem diria, ser
              o mesmo de sempre

4 de mai. de 2014

Abandono ...



entrei em parafuso
fusos jeitos da gente
que não é pra ser ...
corroído coração
enferrujado de tentar
pra dizer que sou alguém
mas do não existir
tudo é foda ...

29 de mar. de 2014

Co com pola


Do encanto
          do tranco
           d'alma
          pra acordar
com cor e copo
          cópula

23 de mar. de 2014

Essa porra de felicidade

pra muito porre
      toda essência
         e desperdiça 
          tudo do que 
                foi
sempre achando
se a dona... sim
da mulher
            que é...
o rir da vida louca
            um esconder eterno
                 e o medo de ser feliz
sordidamente humana
         que de humana não vai achar
             não vai querer
e pro sentir
esgota-se do pecado
              todo
da toda rainha
             que impõe
e o quão fugir
       o girar da vida louca
o sorriso é tudo
                 isso

1 de mar. de 2014

fonte do universo


fonte do mundo
fonte de um verso
            pra deixar
fonte da gente forte
           a energia
                   disso
fonte que não acaba mais

15 de fev. de 2014

QUEM ÉS TU!



sacar 
      a imperfeição 
                  própria
mas ser perfeito 
                   feito gente
e dando e um jeito pra tudo
               até pra falar 
                           o desafeto
o Afeto EXISTENTE  
                                    rompe
e mostra na cara que é vida
aluguel nas relações mas e aí,
qualquer motivo entenda o lado 
originário e do fim

11 de fev. de 2014

Dar os gritos



trambolho
coisa do mundo
do modo de cada um
o pum!!! pra relevância
                  suprema
há o dilema do cheiro
                do quero
o olfato pra mastigar

10 de fev. de 2014

Baú Tormento

nem chega de frescura

pra mim o rádio é uma voz

talvez não soe como sino

hino nem pensar.

aqui me pego torto,

                     têm palavras

elas estão perto do porão 

                                do peito

e falta o grito do cadeado 

                             pra depois


9 de fev. de 2014

Entregar papel em branco

as vezes construímos
             continuamos
e a destruição
é melhor que seja assim
                sem fim

4 de fev. de 2014

???


a que tudo presta, indagações
do errado
do não entendido de certas
pessoas
de certos horrores e de algumas
cabeças
onde pode, de várias expressões
julgar
mas compreender, depende

31 de jan. de 2014

brujeria do encanto


e foi dado o beijo
        de partida
do agora o tempo faço eu
   do como andar pra aonde
do meu amor...  muito
    e tem de vir
jorrar dos sorrisos
compreender dos nexos
                  dos loucos
das melhores brigas de amores
      e um desejo do beijo
                   pra acabar
a roupa... pouca, e a gente todo.

29 de jan. de 2014

cura da ilusão do tempo


usando a parte mais sensível do corpo
sentimos a cabeça como primeiro sintoma
e buscamos nas palavras o melhor obstáculo
                                      para poder calar
dizemos tudo em todas as linhas
porque somos rápidos no que queremos, mas lerdos
                           para aonde vamos
e um dia talvez já à noite e 
                                com a lua minguante
acharemos a cura da outra ilusão de viver
na entrada de um tempo feliz
brincando ainda em ser criança
postular na infância 
                   o resgate do velho
achando o novo como outra meta
e aí, não ser escapista
mas escalar a montanha 
                               por um linha só

28 de jan. de 2014

pra eternidade não mais me esquecer


cheio de angústia
                  maluca
e doentio do tempo
uma conversa através do além
               escrevo  não sei de quem
                 mas também 
                                  meu
às vezes bem solitário
             tipo otário
                 pra não ficar 
                      com ninguém
e depois dizer que mundo
                 criado mudo palavra
e a vida

25 de jan. de 2014

NEM VIAGEM

aos grandes gritos,  a mente invade

rasga a vez e arde
                quando todos 
           os começos constroem
é assim, de partes e ouvidos
                   que estremecem
            a estrutura pelo menos própria
nem ótica e nem perdão 
                            imperam
mas temos escolhas   
                        ou caras
e partimos de vez em quando

22 de jan. de 2014

por poeta na pimenta


deixa-me pegar um trapo de papel
                 por rabiscos em forma, ornar
ganhar o grito transfigurado em figuras
                   de ruas e puras situações
mexendo  com o lado tratado de qualquer dossiê
            em que razões não se discutem
mas elas de vez em quando 
                      valem, mesmo que seja num papel

21 de jan. de 2014

a boca é um simples pedaço


e a essência na boca desta mulher
que não me consome, porém me destrói
quando olho nos olhos cheios de mel
cruel é o que ela me faz
não traz o tempo e nem a hora
de acariciar o batom forte do 
                          mesmo instante
do belo jeito que na minha 
                            frente desfila
destila a alma ainda pregada no chão
o não como resposta casta
é dúvida, uma vida 
                     e não tem volta

20 de jan. de 2014

ESSES NOVOS


e que é
não sei se tão
se é que faz
algum, assim
tipo irônico
atoa, meu
veste a roupa
e sai, seu

19 de jan. de 2014

Toques



do sonho que resta
resta a vontade de viver
na sintonia desvairada
onde pode-se fazer o tudo
pegando como testemunha
o nada
a loucura da vida
o amor é um orgasmo
em expansão
o tesão não reprime o ser,
desinibe os toques
e toca no corpo
a pele arrepia
e nós piamos no gozo
proclamamos a sensualidade
como o argumento final e,
a boca grita
os sutis gemidos
libidos acabadas
e, nós, sempre...
queremos mais
escrevendo cartas
e recibos de um dia


em certo dom escrever
                              a alma
pra calma questão
por com tato mais um pranto
                   sem prato
de olhar a cor melhor
                 esperando
que o desejo se multiplique
           pra poder conversar
um meigo jeito chegando
                   em corpos
em vivos de outra vez, que assim não dá
é melhor mais um tempo sem fundo
               de visão causa nobre
                   e um tanto simpática
prática dedução de um dia e horário
                      marcado sem
                                       tabuadas
e só contar até o tempo
                sem tempos esquisitos

Psico


minha cara
a cara caída
o pedaço sem cor
amor sem educação
várias intrigas
sou não 
em vários
sins
Montanha


e bebeu-se
todas as pilhas
das caixas
uma, das loucas
outras
não quis nem saber
o copo, os topos
das raízes
o ar
eu


fudido e pronto
na porralouquice do dia
sem naturais falas
mentes com mentes
nós, o demente eu
profano
cheio de sagrado
aqui não mais que aqui
parado calado
por me entender
sempre


sempre o nunca é tão nunca
quando o nunca é sempre
e o alheio está junto
do ponto alheio
efêmero eterno
para sempre agora amanhã
ontem já...
foda-se


todos os por quês
    questões tostões e horas
porra, um questionamento 
               atrás do outro
pensamento vazado
        de penetrado movimento
de assim pra lá
             e vamos embora

18 de jan. de 2014

sem palavras

e se não tenho nada 
              a declarar
hoje foi o escapismo
ontem o finito
e agora o 
        pra sempre
dias melhores

pra escrever algo ruim
temos que tomar um gim
dar um jeito 
         pra palavra falar
que outro dia melhor
                      que o outro
senão tão pouco
pra prosperar
             a cada outra gota
a mesma palavra um ruído
perdeu-se a ideia
morreu a vida
berro frio


todos os bobos
estão por aí,
uns aqui
os restos dos alvos
uns aqui gritos gelados
o berro mais frio arde

17 de jan. de 2014

luta de ladrão


fui um tremendo comparsa
toda farsa que pôde existir
uma conversa sem cabeça
os átomos que não param
dois êxtases pra cada lado
toda aurora que possa acontecer
a simples coisa da união
             e todos nós morremos
mais cedo que o por do sol
                    ou mais tarde
livre é a escolha que proclamamos
mas não custa tentar
malena


toda cor pra olhar no céu
um  telefone e número tal
só murmúrios da voz
                 nenhum olhar
nem pétala como cheiro
talvez medo e inquietação
           de um destaque negativo
então, preferimos o brilho da voz
pra num exato tempo o tato
uma coisa com mais vida 
          e menos nervosa
gole da alma


pra um tempo ser feliz
agora nova raiz
pra dilacerar
   que no dia 
         uma coisa sórdida
mas pra pensar
e que não morra velho
tomemos um gole de vida
    e um gole de alma

peidorreiro


quando assim acabar
o estômago funcionar
um peido estourar
viva o pum
tão do tal do tudo

pra misturar
      a essência
que a cada dia brota
os novatos urros da civilização
são sempre o começo
mera estética que queremos andar
um gole da fonte boa
pra que o resto do passado
um a menos que as outras datas
e quando o todo que não frago passar
           um pouco de luz
             pra iluminar
dar gozo e outras 
                 sensações
emanar o cheiro do tempo
         que ele melhora
assim vai
e assim o velho também
                     volta
pra dar norte
           no ego
            no pelo
coisa tal e tão brutal
pro beijo ser tudo
Poema do beijo


pra maldita carne dar 
             o seu encanto
pra bendita palavra 
             expurgar o veneno
ligar a tão famosa
            metamorfose 
e dar um beijo
e que isso seja supremo
nos nossos pares
         uma gota de saliva
pra encaminhar 
         maior desejo

poema de fim de tarde


assim que eu fui no fim
foi também algo estranho
pra nunca mais dizer o começo
assim que eu fui
e todas às vezes que cheguei
não encontrei ninguém
porque o final é longo
e o caminho de volta é curto
todas às vezes que fui
            já cheguei no começo
Andanças


aqui o mundo anda parado
ali o mundo anda
                  esquisito
aqui o mundo anda
                  e transborda
ali o mundo vai
                e anda pro fim
cores

preguiça e malícia de um mesmo tom
que o velho dom tem pra expressar
impor o resto como fim das coisas
e depor pra se justificar
não é assim que o pulo estremece,
é preciso haver sintonia no dia a dia
esperando a sinfonia do sacrilégio
sem confusão, padrão e mesquinhice
onde os iguais disfarçados tenham
                              cabeças diferentes
para daí, em qualquer lugar conseguir
                               as cores existentes
de trabalhos referentes aos obstáculos
pintando cada um com a cor do significado
que ainda hão de ter, porque isso
cada um vai mesmo contar um outro dia
primeiro retrato de espera


perplexo momento todos
                              quietos
imparcialmente toda alma
                  relação ração terra
                 que serve ao mundo
                         e não quer perder
pra porcos cósmicos cômicos
                      de mais ou menos
                            um sabor, e...
                                 duelos
nos servem à vida em um milésimo
                            que acaba

16 de jan. de 2014

cálidas de agora


se o espaço
onde surgem
coisas e coisas
cálidas de agora
as vestes olham
um beijo nu
belo louco
de suas iras
as miras lindas
de todo mundo
jeito agora
olha

PARAFUSO

to lendo isso aí
ouvindo de orelhas
cada vez mais
e o tempo passa 
pra sabedoria cuspir
se é que pira
põe o sapato
e anda pra qualquer lado
início do fim

ao estrago
       um trago
eu trago
     um pouco de gole
pra experimentar
      mais uma chance
viver um bocado de tempo
do tempo que resta
           se ainda vivo

15 de jan. de 2014

jorrar da boca


como pode matar
esse amor que deixou
eu louco
e perplexo
como pode estrangular
de tanta gula
os olhos choram
e sabendo
do errado
ninguém deu certo
ele morreu
com tanta vontade
atalhos de terrorismos


assim eu vou
pra lá da conta em gotas
melhorando o fim
pra ter novos começos
sem atrapalhar o certo
que um dia esvai
no mundo


quando o mundo 
                    chegar
eu estarei aqui
quando o resto acabar
eu estarei lá
quando tudo acabar
eu não estarei

tava no papel



uma verdade bem aplicada põe em risco a mentira do dia
a mentira no lugar da verdade
põe em risco o mundo

14 de jan. de 2014

olhar de algum lugar


e como a solidão corrói
põe em célebres palavras
           o cotidiano da palavra
da fala alguma coisa
            a gente cresce
          põe prece
           voz do além
além da conta
          e se a gente prosseguiu
tudo basta da mais casta pessoa
um tom fala
           agora ou outra hora
mais toca o coração
             o sermão do lugar
se não nos encontrarmos
               um trago
que o mundo é mais 
                  vermute
quitutes da feira
                    e do olhar

            Aí


aí, perdemos a arte e as cores
gritamos azuis e ares de diferentes coisas
andamos nas paredes dos astrais
entre raízes e vozes
comentando o borrado verso dos sem motores
PONTEIROS DO OUTRO DIA


há na condição de réu acoado
uma força pra agradar
um outro elixir
esbugalhando os sentidos
               e gargalhadas de vento
quebrando os frios
sempre pensando em linhas 
uma curva qualquer

13 de jan. de 2014



Expurgo do coração brigado


trago a vontade de saber quem eu quero

querendo cada olhar mulher descompromissado

comprometido no meu desejo

e se isso é nada, quero mais olhar

porque o resto também é reflexo

do que é pra dizer

e qual é o mergulho

do orgulho bom pra se comer

por em riscos coisas e nossas mentes

outras pra funcionar

eu quero um melhor momento

lento, talvez

de vez em quando certo
Pirata



vamos sangrar
singrar dos mares
quem sabe uma nova 
          tempestade
            em alto mar
e de amor...
e o mundo anda na frente


e pra se ouvir muitas falas, grandes músicas e grandes apitos
o que realmente importa é ter um péssimo ouvido, não ser vinagre
mas embriagado na alma
adorar os hinos e as líricas sinfonias, jorrar da boca o som com baba
ser alto e baixo ao mesmo tempo e no mais um cético vislumbrado
pelo canto, seja ele de pássaro, do prato e da fome
estar vivo, porém dopado ou aporrinhado numa gaiola de tons, 
bombons e terra
esquecer das guerras, dos leões, das cozinhas, das viuvinhas e dos baratos
falar de mulheres, esquecer da mundanas e parar de escorregar em sarjetas
de vez em quando por filipetas
e não deixar cair mais um por do sol
Pré

eu sempre
prego algo
     forte
      no mundo
das palavras
        e que seja
      pra arrebentar
o coração do tempo
novos rumos da terra


assim perplexo
           o tom muda
todo mundo mudo
e um desabafo
todo traste traço
          pra debater
salve o fim
    que já é um começo
prece pra expressar


nem representar
          qualquer espécie
que expresse o errado da questão
porque ateu imperativo
                 no jeito
também testemunhando 
                outros fatores
com  a ideia de não herege,
toda cabeça
               é uma incógnita
com a vida andando

Fim de mundo

como será que vou ser
           quando a velhice chegar
e as pernas rangerem
talvez a pior etapa da vida 
                         dos vivos
            sugados pelo tempo
que não sabem para aonde ir e fecundam por aí, 
a imortalidade da alma
como forma de não morrerem
é perpetuar a espécie

rápido pensar


abusar da astúcia
         da tossida 
      de uma boca
expurgar o elemento
o excremento 
          um lambuzar
             de palavras
pra poder ser fiel
              no que pensa
assim é à beça um monte 
                 de dias
cada um a seu tempo
                           ponteiro do outro dia


Há na condição de réu
                acoado
uma força pra agradar
     um outro elixir
esbugalhando os sentidos
      e gargalhadas 
            de vento
               quebrando os frios
Sempre pensando 
                      em linhas
         uma curva qualquer
esquecer pra ponto final


a questão do acaso
            sempre depois de consumado
bem delito escrito pra contar
                     que não deu certo
de verdade verde da não interpretação
                       exata em movimentos
                     de ponto final
ousando em olhar pra dizer não
              foi o que marcou de agora
sem nova definição  
                   do querer
e buscar rumos e esquecer
               pra melhores pedaços

12 de jan. de 2014

QUEBROU A CACHAÇA FUDEU O MUNDO



HOJE EU QUERO TOMAR 
              UM PORRE 
                            DE ÉBRIO
SUGAR DA LOUCURA 
                             O AMOR
QUE JOGA FORA 
                          E MANDA,
                       VOLTA
HOJE EU NÃO VOLTO

9 de jan. de 2014

pedaço da despedida


agora farei poemas belos
                  sofrerei do amor
               e não terei onde apoiar
agora minhas palavras não valem nada
                     mesmo sendo muito
os gritos de fúria pra continuar
                         a alegria de estar
              foram embora e deixaram 
                                    das marcas
                      e um maior amor
dos chorares pra tentar
                continuar e não dar fim
           essa lógica com todo nexo e carinho
que eu me perdi em não querer acreditar
do ditado das coisas, do beijo
                                e felizes
a sangria do corpo fazendo pulsar
                      uma gota de vermelho lindo
                    com toda energia exótica 
                      caótica e minha 
                            vai doer e não sei 
               deste quando um fim 

31 de dez. de 2013

os últimos...


foi da gente
            bem tudo que se 
                            pôde ter
um torrar dos corpos pro amor
                  todo quente e nosso
bem erguido pra não 
                          morrer
e do passar dos tempos
com pimenta e os olhos ardendo
                     de desejo pleno
                  o chute foi belo
e matamos o fim

30 de nov. de 2013

33


222
    46220
mil e um
pintanto o sete
666, pior pra besta
e o que 
       interessa
agente 68
à la 69
anos 70

27 de nov. de 2013

Estrago do anonimato




Bólidos da face da terra
                uma corrida 
                            sem fim
Pra achar o necessário e
                       um pouco mais
Porém sendo simplória a vida    
                         repercutimos
De uma certa maneira até para
                                o anonimato
Ou o verdadeiro toque d’alma
Pra poder enxergar
                     um ponto final de quem
                                neurótico fica
E assim assiste a tudo até a um pedaço de vários
                                      um líquido pra noite completar
Olhando o que pode e o final pra começar da palavra
                      um estilo de poucas sílabas
                         e a conversa foi

26 de nov. de 2013

                                        TEU

o amor de bordeline
         vai além de tudo isso
o caos e as trupes
um amor de dois 
                     loucos
não sei se tudo
             completo
cibernético pras máquinas
                 do mundo        
moribundo doido
                 de aguçar

25 de nov. de 2013

a neurose das outras


as coisas sem 
       compreensão
o exato do tempo 
                   andando
ainda sem lógica 
                 pra definir
         o conceito 
             a tudo isto
GOLE DO BERRO



TOMEMOS O GOLE DOS ESPERTOS
                      MODELOS SEM CAUSA
QUE PENSAM E SÃO DE VEZ EM QUANDO ALMA
E LAMA DE IGNORAR
O RADAR DE OLHOS FIXOS
                      EM VER LIXOS E NOVAS FOLHAS
PRA CADA SEMENTE QUE SE ACHA
                      UM BERRO QUER PRA EXPOR
E NÃO É ASSIM QUE SE MALTRATA
NEM TRATADOS TEMOS PRA BEBER
MAIS UM GOLE DOS ESPERTOS
                      PERTO, PRETO
E ASSIM POR MAIS UM DIA
                      ATÉ QUE O DIA CAIA

29 de set. de 2013

o quinto elemento


dos quintos dias 
     de tortura
os beijos que não demos 
      enlouqueceram
mas hoje, a boca está feliz
houve todos dos beijos
         em meio sentido
            em meio ao sentido
                  do querer
do amor a gente vai contando
          mais um erguer
pedindo perto
torto sóbrio
invadindo o mundo
          deixando ele andar
mordida dos lábios


do beijo doce
     do seja já
um perdido 
      um dó
pra sempre 
      um pó a vida
um porre todo
... doido
de dar nó
e tem sim símbolos
      abalos lindos
da estrutura toda
      de onde está o desejo
         dum bom carinho
                             de beijo
e o jeito que bem feito 
                                 foi
e falemos sobre isso
pra não morrer da boca
                          e simples

23 de set. de 2013

Bebendo bem


bem no começo
tudo acontece detrás
                    pra adiante
e assim vai o barco
                       e o bar
bebendo como 
                  outro
               tão pouco
que dá pra sugar
                     encher
de goles cupidos

20 de set. de 2013

vou trazer o café 
                  da manhã
com um bom café, 
           um muito de amor
              e um pouco 
                 de pecado bonito
vou dar de beijos
                 um monte
                daqueles grandes
                     carinhos
e pros olhos da gente 
                            muito


Vou...

19 de set. de 2013


                                                   de um calar de todo cálice


tem a essência
                  da cama
            tira o se...
e clama
toda de um pensamento
                 todo sabor
e um berro
             pra dizer de tudo
dois relâmpagos
                  do gostar
tua essência
         a ciência
e o estudo tudo
         um escândalo
pra toda candice
         dois cálices cândidos
                  nossos

7 de set. de 2013

aos nada




eu durmo quando não


tenho sono


escondo no claro


o grito da boca


que não fala
COMO É O ASSIM


NÃO PALAVRA NEGAÇÃO
                 QUE CORRÓI 
                           O QUERER
E QUANDO OLHA
                     MOLHA O SABER
                          DESEJO PIRADO
CONTEMPLA TEM NEM PLÁSTICO
                         DESCARTÁVEL PENSA
MEIO SÍMBOLO INTEIRO
                            CENTEIO PÃO
SÓBRIO DO OUTRO DIA
                                SÓ



2 de set. de 2013

COISA LOUCA

vamos matar
              o mundo              
dar um veneno de amor
             rasgar toda
            censura cretina
e beijar a loucura