6 de fev. de 2013



Igual a outra poesia


Venho pensando frases na rua
    esqueci o espaço com passo
                                 certo
Mas começo a rebeldia, mas vamos lá...
Não é cruel a tua carne de instinto
                       o selvagem faminto
Love me to time remar amar
                       de verdadeira fala
E no papel não à maneira
              pede besteira mas não existe
                       mas existe um pouco
Porque afinal
    sacro profano um saco ficar
                       brigando por isso
E anonimato como presença
              um beijo uma coisa não acontece
Cinema cama qualquer palavra da vida, dívida
E o muito irônico
              igual a verdade

3 de fev. de 2013


Metade

bela
      benevolência
será indagada
           um dia
e que tudo quebre
          ao menos ao meio,
           ficando para sempre
outra semente
             das partes


Não sabemos o fim

Porque na alma
            o coração está embebedado
                   em querer
E a cada despedida
                 não sabemos o horário
                      do começo do amanhã
O reflexo disso tudo
                   nossas pancadarias verbais
E pra beijar a melhor boca, ela
                                          está longe
A magia da noite nos apavora
E queremos, porém
                     não sabemos quando
Mas sabemos que virá
Como dói o final da noite
                       porque no amanhã,
                                 não sabemos
Mas queremos tanto ela
Se pelados ou inteiros
Cheios do carinho pra um pouco
                              de mais vida
                                   entre a gente
A agonia fica olhando
E até quando resistir
                        o colapso eu espero
Este, pra voltarmos
                               mordendo

2 de fev. de 2013

Olha?



Olha! olha o medo, olha. 
Será que está aí? Está! 
O medo está, olha, será? 
Não sei se está, não sabe? 
Quem não diz, quando diz. 
Fiz, o medo em mim. 
Será ou não, fiz? 
Tudo assim esquece. 
Reze um prece e olha.

31 de jan. de 2013

Puta Merda !!!


peste na tempestade
arruaça na rua
bagunça no convento
os vivos brigam
jogam os seus...
no eco do mundo
e dizem mundos pros moribundos
eternizam o diferente
bebem à mente
amam no mato

30 de jan. de 2013



cedo de hoje
o dia começa...
a gente se apressa e endoidece...
o cedo de hoje demora a vontade...
sem piedade de nossos quereres.

28 de jan. de 2013

O ainda





aqui somos loucos
todos água como pinga
lambemos como língua
e vivemos como pó
sonhamos em acordar,
brigamos em rebeldia
olhamos com a boca
e gritamos sem saber
dizemos ao contrário
e sempre dizemos
o que o cérebro fecunda
desfigurados




expressar
a cor da esquisita
face do erro
é uma questão
de tempo.
estoura primeiro
o berro
e depois esquenta
a língua,
a boca oculta
e o resto da cara.
uiva
pra lua
como ainda
igual a um
bicho,
esperando a inversão
de paralelos
e escuridões.
e quando
a hora acorda impondo
estridentes
desmembramentos
estamos
correndo
de ponta-cabeça.


Sai

          teve a torta 

                      da manhã
          teve o grito 
                      do suspiro
          feito na panela
                     e aí, ela
          num pedaço 
                     de banho
          que eu 
                   não sei

Falta pouco pra tudo isso

E a noite é da solidão
         hoje eu esperava
                um momento maior
Pra se perder no tempo
         esquecer do relógio
Ver o lógico das nossas
                   horas escondidas
Por um gole de vida
                   um pouco pra amanhã
                 que não podemos desperdiçar
Do beijo rápido
               e necessário agora
Uma maçã pra equilibrar
         o que vem vindo lá de longe
Os arranhões perpétuos
         pra vários ímpetos
                      todos nossos
         e a noite não está,
              ela foi dar um beijo
                                no amanhã

22 de jan. de 2013




Eu bebi ontem



deixe-me 
             tirar
destes belos 
             seios, o ar
do bom jorrar
            o néctar 
                do amor

20 de jan. de 2013


                                            tão da gente

      por todo encanto e toda vida que houver
      eu estarei... do tempo marcas do corpo.
      da gente em êxtase e frenético amor... 
      sabemos que do chorar 
                  as lágrimas correm, dizem.
      coisas que o tempo aumenta   
                  e a distância inferniza... dói.
      e o silêncio algo sem fim...

17 de jan. de 2013



'banquete dos deuses'

hoje será doido desde o começar...
teremos um banquete de prazeres...
e as coisas pra se assanharem.
hoje eu quero arranhar
              toda a sua pele
                    e a língua
                           pra isso tudo...
e morder as partes todas feito louco
                     e de amor...
gozar mais de mil vezes
       e queimar com o corpo 
                                      os nossos...

16 de jan. de 2013


Dois fortes


Tem muita coisa pra contar
        pedir meu amor mais uma vez
                das tantas que a quero
            e esperar a melhor mordida
                    que possamos dar
Ouvir cada sussurro de carinho
                        cada pedaço da gente
Querendo os vermelhos momentos bons
                pra cada olhar dos nossos olhares
Dos dedos em todo corpo
        e birutas esperando a toda hora o vento
                                do nosso querer
                        com todos os sopros belos
Do arder pra vida toda, toda minha...

13 de out. de 2012




dos bichos gritos




dos patos quá quá
os gatos miam au
porcos fedidos
as vacas mumu
ratos roedores
as girafas de gravata
os bichos fazem festa
o au au sempre brincando
o grilo cri cri
o burro pensando
os urubus us
as rocas rocas
glup glup do peixinho
ninhos piu piu
o rio chuá...
o vento assopra
o elefante corre
o garanhão cavalar
minhoca minhocão
flor dengosa
e a chuva cai

12 de out. de 2012




aqui
somos todos carnes
ossos nos desossos
o mundo é cheio
para um osso sem fim
peço a todos

NÃO VIDA

como todos os nãos
o sim em rebeldia latente e...
o transparente ser
assume a não visão
porque não olha

4 de set. de 2012


de queixo caído


tinha um pouco disso e daquilo
                       também
era festa de tocar
e tudo foi tocado
tinha gente, a alegria
o bamba do pé
os comes e bebes
a bebedeira dos outros
os tapas na cara...
tinha um cara
e a mulher.
a colher na frigideira
a geladeira sem parar
ouviu-se um rojão, mas já passou  são joão
tudo bem, a gente lembra
                   no ano que vem
agora o bamba do pé
pra dançar pegando fogo

manda...

os atormentados a mando de tudo...
mandam sinal de vida... 
têm os tambores da mente batendo... 
e sempre algo pra falar... mesmo em fumaças.

1 de set. de 2012


a mordida na carne




estamos na tormenta
            pra curar
deixar que os nervosos
  sentidos se beijem
de um jeito ou de outro
  esse outro a descoberta
           nos fará
  se farra se farta
as broncas pra mais
           meia hora
esperando a hora passar
  eu não desligo você
  esse nosso relógio o tempo
           quebrou
está plugado pra rasgar tua roupa
           se temos jeito
os defeitos que se fodam
mas é o tempo
  a chuva caindo
o sol dizendo oi
           e a lua...
minhas mãos querem teu rosto