23 de set. de 2010

MEIA - NOITE

Horror e erva

na eva questão

do ganha-pão da terra.

Origem, diagrama incompleto

Repleto de vários dizeres,

lugares

e sem final.

Pro mal conservar

em bom gosto

Bem no justo conceito

Que o dia é um

e não tem fim.

21 de set. de 2010

faminta

Mijar na caatinga
Pedir água pedir sede
Ceder o copo
Nenhum pecado
Por todo lado
Rostos famintos
e o fim
a foda
Pra nascer
A máquina girando
Faísca do rojão
A terra não perde
O futuro
O frio
A foda faminta
a caatinga

18 de set. de 2010

O nada estava no tudo e começou

Bem, a percepção começou quando o tudo
declarou guerra ao nada
Os tapas invisíveis declaram-se como vento
e eram o nada
O tudo, até enxergar o nada conseguia
Foi pancadaria, estrepolia
enxovalhamento
e amor
O tudo também tinha um pouquinho de nada
e algumas vezes doía
em modos e rimas sem parar
Porque um era o oposto
o gosto e alguém

ESTRONDO

tudo bem com puta
não comporta torta cabeça
bem campari bebe
mas está assim porque tem força
mega gasolina chip chopps
e todas as cabeças de uma tela tolaz
the jazz etc...

17 de set. de 2010

acesos ecos

Perto de fronteiras que a mente passa
Escuto outros ecos concretos em ebulição
Eles estão acesos, repletos e com destinos
Atinados exemplos e querendo mais
Pra a estrutura não rachar
nem de turrão de saco ficar
sem solução
Em que querer dar porrada
com a voz
melhor é o papel
porque sussura
E discorda
dá corda pra tudo
Come um prato torto
analisa o todo
E alisa a cabeça do equilíbrio
Pra ler em brilhos, fogo

esses pro mundo

Mesclaram os dentes
Nossas aguardentes
Fizeram num ar
As carícias de amar
Falaram das flores
São imagens em cores
Gritaram pro mundo
Jogaram nos copos
Os cuspes
Os pés
Marcharam na frente
Foram vários os entes
Queriam queridas
Olharam feridas
Pediram os pães
Morreram as mães
E eu estou aqui
Bebe-se ali
Não quero mais
Me embriaguei
Esse um último copo
Um dia eu topo
Vejo cigarros
Nesse monte catarros
Hilariante
E estou rindo
Indo também
E até mais Nostradamus
Nós nos danamos
Esse mundo acabou
Prefiro a roleta
Russa que a vodka
Aqui não chegou

16 de set. de 2010

só depois

Escuta a cicuta pedindo fim
Não pra mim, que seja assim
Só em outros casos
Prazos estabelecidos pelo pai,
talvez
Bem freguês de qualquer hora
Porque agora não dá

dois minutos

todo presumido ouvido da fala que se trata, melhora o modo.

OS PICTÓRICOS

As cores são óperas de um nada nada que se fala
O pictórico manchou-se nas telas
O painel mais próximo é opaco e feio
Os vermelhos saíram de férias
Os azuis não voltaram
Deu pane na guilhotina e as cabeças não rolaram
O meu mundo é oprimido e os outros, qual foço eles entraram?
Em algum buraco em ruínas perdidas do tempo secreto
E só neles alguns respiram
Os velhos mais loucos da terra, com sérias caretas
Prisioneiros de coisas passadas
Escritos dos velhos manuscritos amassados
Borrados no pó da mesa quebrada
Neles, seus berros esperneiam destroçando muralhas
Com galante sacanagem, iguais aos bichos do mato
Tarados hipocondríacos
Vestindo as cores vazias, mas cheias de verdade

na boca da noite

Burra da cria
Cria da noite
Burra noite
Que tornou-se dia

15 de set. de 2010

QUEREIS

Somos assim
Pessoas lúdicas
Num melhor tempo
Queremos que o tempo
seja belo
Queremos que o ar
deste tempo
Seja eterno

31 de ago. de 2010

Rum

ruim pra quê...
o fim estúpido sem razão
pra rir e da próxima vez
me pergunte
o desejo
ele pode estar mais forte
que hoje e você fugiu
o tempo dirá o palco
da vida o pouco
pra perturbar
e porque falar em bar
a barbárie continua
esteja nua e feliz
aliás... tem muita gente
eu pelo menos quero.

24 de ago. de 2009

EGO

Pirei no ego
Misturei cachaça com o cérebro
Mordi a síndrome de entender o mundo como ele é
E não entendi nada do que ele vem a ser