17 de jan. de 2014

tão do tal do tudo

pra misturar
      a essência
que a cada dia brota
os novatos urros da civilização
são sempre o começo
mera estética que queremos andar
um gole da fonte boa
pra que o resto do passado
um a menos que as outras datas
e quando o todo que não frago passar
           um pouco de luz
             pra iluminar
dar gozo e outras 
                 sensações
emanar o cheiro do tempo
         que ele melhora
assim vai
e assim o velho também
                     volta
pra dar norte
           no ego
            no pelo
coisa tal e tão brutal
pro beijo ser tudo
Poema do beijo


pra maldita carne dar 
             o seu encanto
pra bendita palavra 
             expurgar o veneno
ligar a tão famosa
            metamorfose 
e dar um beijo
e que isso seja supremo
nos nossos pares
         uma gota de saliva
pra encaminhar 
         maior desejo

poema de fim de tarde


assim que eu fui no fim
foi também algo estranho
pra nunca mais dizer o começo
assim que eu fui
e todas às vezes que cheguei
não encontrei ninguém
porque o final é longo
e o caminho de volta é curto
todas às vezes que fui
            já cheguei no começo
Andanças


aqui o mundo anda parado
ali o mundo anda
                  esquisito
aqui o mundo anda
                  e transborda
ali o mundo vai
                e anda pro fim
cores

preguiça e malícia de um mesmo tom
que o velho dom tem pra expressar
impor o resto como fim das coisas
e depor pra se justificar
não é assim que o pulo estremece,
é preciso haver sintonia no dia a dia
esperando a sinfonia do sacrilégio
sem confusão, padrão e mesquinhice
onde os iguais disfarçados tenham
                              cabeças diferentes
para daí, em qualquer lugar conseguir
                               as cores existentes
de trabalhos referentes aos obstáculos
pintando cada um com a cor do significado
que ainda hão de ter, porque isso
cada um vai mesmo contar um outro dia
primeiro retrato de espera


perplexo momento todos
                              quietos
imparcialmente toda alma
                  relação ração terra
                 que serve ao mundo
                         e não quer perder
pra porcos cósmicos cômicos
                      de mais ou menos
                            um sabor, e...
                                 duelos
nos servem à vida em um milésimo
                            que acaba

16 de jan. de 2014

cálidas de agora


se o espaço
onde surgem
coisas e coisas
cálidas de agora
as vestes olham
um beijo nu
belo louco
de suas iras
as miras lindas
de todo mundo
jeito agora
olha

PARAFUSO

to lendo isso aí
ouvindo de orelhas
cada vez mais
e o tempo passa 
pra sabedoria cuspir
se é que pira
põe o sapato
e anda pra qualquer lado
início do fim

ao estrago
       um trago
eu trago
     um pouco de gole
pra experimentar
      mais uma chance
viver um bocado de tempo
do tempo que resta
           se ainda vivo

15 de jan. de 2014

jorrar da boca


como pode matar
esse amor que deixou
eu louco
e perplexo
como pode estrangular
de tanta gula
os olhos choram
e sabendo
do errado
ninguém deu certo
ele morreu
com tanta vontade
atalhos de terrorismos


assim eu vou
pra lá da conta em gotas
melhorando o fim
pra ter novos começos
sem atrapalhar o certo
que um dia esvai
no mundo


quando o mundo 
                    chegar
eu estarei aqui
quando o resto acabar
eu estarei lá
quando tudo acabar
eu não estarei

tava no papel



uma verdade bem aplicada põe em risco a mentira do dia
a mentira no lugar da verdade
põe em risco o mundo

14 de jan. de 2014

olhar de algum lugar


e como a solidão corrói
põe em célebres palavras
           o cotidiano da palavra
da fala alguma coisa
            a gente cresce
          põe prece
           voz do além
além da conta
          e se a gente prosseguiu
tudo basta da mais casta pessoa
um tom fala
           agora ou outra hora
mais toca o coração
             o sermão do lugar
se não nos encontrarmos
               um trago
que o mundo é mais 
                  vermute
quitutes da feira
                    e do olhar

            Aí


aí, perdemos a arte e as cores
gritamos azuis e ares de diferentes coisas
andamos nas paredes dos astrais
entre raízes e vozes
comentando o borrado verso dos sem motores
PONTEIROS DO OUTRO DIA


há na condição de réu acoado
uma força pra agradar
um outro elixir
esbugalhando os sentidos
               e gargalhadas de vento
quebrando os frios
sempre pensando em linhas 
uma curva qualquer

13 de jan. de 2014



Expurgo do coração brigado


trago a vontade de saber quem eu quero

querendo cada olhar mulher descompromissado

comprometido no meu desejo

e se isso é nada, quero mais olhar

porque o resto também é reflexo

do que é pra dizer

e qual é o mergulho

do orgulho bom pra se comer

por em riscos coisas e nossas mentes

outras pra funcionar

eu quero um melhor momento

lento, talvez

de vez em quando certo
Pirata



vamos sangrar
singrar dos mares
quem sabe uma nova 
          tempestade
            em alto mar
e de amor...
e o mundo anda na frente


e pra se ouvir muitas falas, grandes músicas e grandes apitos
o que realmente importa é ter um péssimo ouvido, não ser vinagre
mas embriagado na alma
adorar os hinos e as líricas sinfonias, jorrar da boca o som com baba
ser alto e baixo ao mesmo tempo e no mais um cético vislumbrado
pelo canto, seja ele de pássaro, do prato e da fome
estar vivo, porém dopado ou aporrinhado numa gaiola de tons, 
bombons e terra
esquecer das guerras, dos leões, das cozinhas, das viuvinhas e dos baratos
falar de mulheres, esquecer da mundanas e parar de escorregar em sarjetas
de vez em quando por filipetas
e não deixar cair mais um por do sol
Pré

eu sempre
prego algo
     forte
      no mundo
das palavras
        e que seja
      pra arrebentar
o coração do tempo
novos rumos da terra


assim perplexo
           o tom muda
todo mundo mudo
e um desabafo
todo traste traço
          pra debater
salve o fim
    que já é um começo
prece pra expressar


nem representar
          qualquer espécie
que expresse o errado da questão
porque ateu imperativo
                 no jeito
também testemunhando 
                outros fatores
com  a ideia de não herege,
toda cabeça
               é uma incógnita
com a vida andando

Fim de mundo

como será que vou ser
           quando a velhice chegar
e as pernas rangerem
talvez a pior etapa da vida 
                         dos vivos
            sugados pelo tempo
que não sabem para aonde ir e fecundam por aí, 
a imortalidade da alma
como forma de não morrerem
é perpetuar a espécie

rápido pensar


abusar da astúcia
         da tossida 
      de uma boca
expurgar o elemento
o excremento 
          um lambuzar
             de palavras
pra poder ser fiel
              no que pensa
assim é à beça um monte 
                 de dias
cada um a seu tempo
                           ponteiro do outro dia


Há na condição de réu
                acoado
uma força pra agradar
     um outro elixir
esbugalhando os sentidos
      e gargalhadas 
            de vento
               quebrando os frios
Sempre pensando 
                      em linhas
         uma curva qualquer
esquecer pra ponto final


a questão do acaso
            sempre depois de consumado
bem delito escrito pra contar
                     que não deu certo
de verdade verde da não interpretação
                       exata em movimentos
                     de ponto final
ousando em olhar pra dizer não
              foi o que marcou de agora
sem nova definição  
                   do querer
e buscar rumos e esquecer
               pra melhores pedaços

12 de jan. de 2014

QUEBROU A CACHAÇA FUDEU O MUNDO



HOJE EU QUERO TOMAR 
              UM PORRE 
                            DE ÉBRIO
SUGAR DA LOUCURA 
                             O AMOR
QUE JOGA FORA 
                          E MANDA,
                       VOLTA
HOJE EU NÃO VOLTO

9 de jan. de 2014

pedaço da despedida


agora farei poemas belos
                  sofrerei do amor
               e não terei onde apoiar
agora minhas palavras não valem nada
                     mesmo sendo muito
os gritos de fúria pra continuar
                         a alegria de estar
              foram embora e deixaram 
                                    das marcas
                      e um maior amor
dos chorares pra tentar
                continuar e não dar fim
           essa lógica com todo nexo e carinho
que eu me perdi em não querer acreditar
do ditado das coisas, do beijo
                                e felizes
a sangria do corpo fazendo pulsar
                      uma gota de vermelho lindo
                    com toda energia exótica 
                      caótica e minha 
                            vai doer e não sei 
               deste quando um fim 

31 de dez. de 2013

os últimos...


foi da gente
            bem tudo que se 
                            pôde ter
um torrar dos corpos pro amor
                  todo quente e nosso
bem erguido pra não 
                          morrer
e do passar dos tempos
com pimenta e os olhos ardendo
                     de desejo pleno
                  o chute foi belo
e matamos o fim

30 de nov. de 2013

33


222
    46220
mil e um
pintanto o sete
666, pior pra besta
e o que 
       interessa
agente 68
à la 69
anos 70

27 de nov. de 2013

Estrago do anonimato




Bólidos da face da terra
                uma corrida 
                            sem fim
Pra achar o necessário e
                       um pouco mais
Porém sendo simplória a vida    
                         repercutimos
De uma certa maneira até para
                                o anonimato
Ou o verdadeiro toque d’alma
Pra poder enxergar
                     um ponto final de quem
                                neurótico fica
E assim assiste a tudo até a um pedaço de vários
                                      um líquido pra noite completar
Olhando o que pode e o final pra começar da palavra
                      um estilo de poucas sílabas
                         e a conversa foi

26 de nov. de 2013

                                        TEU

o amor de bordeline
         vai além de tudo isso
o caos e as trupes
um amor de dois 
                     loucos
não sei se tudo
             completo
cibernético pras máquinas
                 do mundo        
moribundo doido
                 de aguçar

25 de nov. de 2013

a neurose das outras


as coisas sem 
       compreensão
o exato do tempo 
                   andando
ainda sem lógica 
                 pra definir
         o conceito 
             a tudo isto
GOLE DO BERRO



TOMEMOS O GOLE DOS ESPERTOS
                      MODELOS SEM CAUSA
QUE PENSAM E SÃO DE VEZ EM QUANDO ALMA
E LAMA DE IGNORAR
O RADAR DE OLHOS FIXOS
                      EM VER LIXOS E NOVAS FOLHAS
PRA CADA SEMENTE QUE SE ACHA
                      UM BERRO QUER PRA EXPOR
E NÃO É ASSIM QUE SE MALTRATA
NEM TRATADOS TEMOS PRA BEBER
MAIS UM GOLE DOS ESPERTOS
                      PERTO, PRETO
E ASSIM POR MAIS UM DIA
                      ATÉ QUE O DIA CAIA

29 de set. de 2013

o quinto elemento


dos quintos dias 
     de tortura
os beijos que não demos 
      enlouqueceram
mas hoje, a boca está feliz
houve todos dos beijos
         em meio sentido
            em meio ao sentido
                  do querer
do amor a gente vai contando
          mais um erguer
pedindo perto
torto sóbrio
invadindo o mundo
          deixando ele andar
mordida dos lábios


do beijo doce
     do seja já
um perdido 
      um dó
pra sempre 
      um pó a vida
um porre todo
... doido
de dar nó
e tem sim símbolos
      abalos lindos
da estrutura toda
      de onde está o desejo
         dum bom carinho
                             de beijo
e o jeito que bem feito 
                                 foi
e falemos sobre isso
pra não morrer da boca
                          e simples

23 de set. de 2013

Bebendo bem


bem no começo
tudo acontece detrás
                    pra adiante
e assim vai o barco
                       e o bar
bebendo como 
                  outro
               tão pouco
que dá pra sugar
                     encher
de goles cupidos

20 de set. de 2013

vou trazer o café 
                  da manhã
com um bom café, 
           um muito de amor
              e um pouco 
                 de pecado bonito
vou dar de beijos
                 um monte
                daqueles grandes
                     carinhos
e pros olhos da gente 
                            muito


Vou...

19 de set. de 2013


                                                   de um calar de todo cálice


tem a essência
                  da cama
            tira o se...
e clama
toda de um pensamento
                 todo sabor
e um berro
             pra dizer de tudo
dois relâmpagos
                  do gostar
tua essência
         a ciência
e o estudo tudo
         um escândalo
pra toda candice
         dois cálices cândidos
                  nossos

7 de set. de 2013

aos nada




eu durmo quando não


tenho sono


escondo no claro


o grito da boca


que não fala
COMO É O ASSIM


NÃO PALAVRA NEGAÇÃO
                 QUE CORRÓI 
                           O QUERER
E QUANDO OLHA
                     MOLHA O SABER
                          DESEJO PIRADO
CONTEMPLA TEM NEM PLÁSTICO
                         DESCARTÁVEL PENSA
MEIO SÍMBOLO INTEIRO
                            CENTEIO PÃO
SÓBRIO DO OUTRO DIA
                                SÓ



2 de set. de 2013

COISA LOUCA

vamos matar
              o mundo              
dar um veneno de amor
             rasgar toda
            censura cretina
e beijar a loucura

2 de ago. de 2013

e as horas de deixar-me


dos beijos
que só falamos
do eu quero
gostamos disso
e as horas
     que eu mais 
       preciso
de você, cadê...
de deixar-me
assim, sozinho
e com tanto 
amor

12 de jun. de 2013

                       SE UM DIA DOIDO...  
                                              DOS DOIS.
                                                                                                                                   

7 de jun. de 2013

                     e, estamos


pra descobrir da fonte 
                 onde os elefantes bebem
estraçalhando o que começa 
                 e ditas são
queremos da árvore sementes 
                 saídas com alcaparras
prato pra dizer 
                 de fino trato
e tem de ser maior

6 de jun. de 2013


                                    o relâmpago


        eu gosto de beber
                         um pouco
        escrever da alma
                     e dizer 
                    do pecado

4 de jun. de 2013

                                               e eu estourei


as coisas do agora
     um estúpido 
                   gesto
foi coisa feia no amor
           foi do extinto 
                      da fúria
pra mais louca 
            insensatez
                 triste
e daí a água disso tudo
          um grande gole 
                 de amor

31 de mai. de 2013

Amore


pra não morrer
              nem errar
dar doce o toque
               em sentir
            do certo
               momento
o corpo pede
        o copo invade
e tem a loucura
         da melhor noite  
                   sempre

20 de mai. de 2013

e não tem volta



porque assim um pequena 
               mudança pro comportamento
                              andar
drogar a cabeça que à beça bebe
borda a horda torta
                    de uma atriz
que me faz feliz e nada tristonha
                       eu quero que ela seja
ah! o relógio andou
                  e não tem volta
                         e nem pilha
se somos farra 
              a forra nos pede
nos clama e não sabemos mas estamos 
                             durando
eta pé na bunda qualquer dia
quem vai dar o primeiro 
                               passo
se um pouco de posso,
                         e você também
endoidar faz parte
e quando partir, 
                   me ligue primeiro

18 de mai. de 2013

tem que ser bastante




tem do amor tem do amar em gotas
e a cada encontro uma descoberta... 
um início sempre e sempre bom de acontecer
dos olhares falarem da boa alma que é 
bonita pra mais de tudo isso. 
eu... tocar dos melhores carinhos
em nosso sorriso muito... todo.

13 de mai. de 2013


vamos jorrar



dar do grito

        um jeito 
pra começar
quiçá outra 

          bebida
do jeito 

          gole
uma mulher

4 de mai. de 2013


 tudo muito louco


quero a utopia 
          do bailado
           da vida
descobrir do encanto

algo, ter no pranto 
              de agora
a putaria, pra rir 
               do amor
esses problemas sérios

15 de abr. de 2013

de um lado

chora e ri
     e a gente
      ri e chora
coisa de agora
    pra ninguém 
                gorar
já passamos do gozo
            e pedimos amor




do outro

uma meiga mulher
             de trazer colher 
                  na boca
deixar-me feliz
                  e até triste
a gente resiste
                e continua
oh! só minha
           dos olhos fundos
de lá de dentro...
       pra não esquecer
              nem largar
fim da minha alma

à conta-gotas
            desmoronamos
os ramos fincados,
          derrubaram-se todos
e teve a choradeira
                         da alma
dói de tudo que 
            fiz na vida... lá
fui ao último estágio
                     do inferno
coisa pra não prestar
                  desarmei o amor
pra ficar mais feio
                      nisso tudo
e eu não sei o resto
                    do prestar
foi ferida
           da mácula maior
sem defesa da indefesa
                   pro carinho melhor,
                   e o olhar
             chora
e não acredita...
            todo arrebentado
perdido
ardido e morto

14 de abr. de 2013

pra que sorrir depois eu conto


quero merecer assim
tua carne
selvagem
teu grito extravagante
temer tua fúria
e andar com ela
pra poder ligar
nos azuis nos vermelhos
algum elo
arrancar da boca
um sorriso maroto
fazer um maremoto
que a gente não sabe
pra aonde ir
mas quer ficar nele
como o veneno da vida
da história
deixar a escória
de palavras escritas
e ir por tato
todo delicado
cálido como uma taça de vinho firme
e roubar teu sorriso

13 de abr. de 2013


um bom beijo pela manhã

cheio de ternura e amor... 
um carinho danado de bom
todo ele de olhos 
e vontades querendo o beijo
dizendo sim a qualquer 
                coisa verdadeira
um elixir mais que desejável 
                    nós dois
e do adorar que 
           sempre queremos
                        e sempre...

5 de abr. de 2013


pra se saber do ontem da segunda


foi feito poesia...
           hoje me despeço
despido 
      e o cupido tudo... cuspido
foi palavra foi porrada 
                         a cara louca do olhar
teve um amor pra sempre terá... um respeito
pra ter peitos pra isso tudo... foi o mundo
do moribundo mundo bundo
e quando morre... só por hoje.
toda essência a clemência do fim
                                       que enfim
                   um jardim pra cultivar... 
                          ver sempre e sentir.
                                      tão simples...
pra de lá... era amarela a rosa, daí um me perdi.
foi roubada... de mel e tal. ninguém viu. não deixou.

4 de abr. de 2013

foi pra despedida

foi da só noite
      que ela me jogou 
           fora
        fora o amor
e eu errei
       ei de louco 
         o amor
que eu queria...
         o beijo.
coisa de bêbado
         nojento
       eu aguento
        e morro...

31 de mar. de 2013

Eu...

fodido e pronto
na porralouquice do dia 
sem naturais falas
mentes com mentes
nós, o demente eu
profano
cheio de sagrado
aqui não mais que aqui
parado calado
por me entender

21 de mar. de 2013

oo:oo, foi quando eu vi no relógio

poesia que sai agora da boca zero zero.
tudo pra começar.... há o indagar das coisas.
os amores nem sabem... e nem são.
somente um pedaço. ele, todo despedaçado 
e a vida não presta quando sabemos. 
eu vi e ouvi falando também. do calar... 
eu já não sei. se houve festa ou vai haver... tudo isso.
uns goles pros deuses... dos raios, mas eu consigo ver.
tenho ainda a sensação que não existe um cego, ele ainda vive. 

19 de mar. de 2013


Olhos de mel

E foi assim...
         eu tive o desejo de amor
O olhar forte e doce dizia
                                     do encanto
Alguns prantos pra gente
                             se encontrar
Teve o coração pulsando
                            coisa de doido
Um carinho e de tocar
                   o rosto
                            havia perfume
         e eu não parava mais de pensar
Que era o arranhar
                   no coração querendo mais
Então eu resolvi
                   parar o planeta
Escolher esta ternura
                   de mulher só minha
Pra caminhar dos passos
                            o sopro da vida
Da escultura, moldar
                   o tempo o corpo
                            que ela tem cor
                   pra eu jamais esquecer
E deixar do errar
                   porque felizes são os olhos de mel
                                      do meu lado
Pra estar perto
                   sem perder a chama
Do brilho do encanto, eu canto pra você

                                                                             

17 de mar. de 2013



Não
Aqui
Ali
Assim
Atchim
Umbigo
Um espirro
Uma nau
Um mal
Um eu
Os meus
Quem?


o concreto nato


assim somos loucos
os bobos estão aí
aquém da fuga
perto do abismo
da rua sem nome
da porta sem paralelepípedo
do esgoto sujo
e do burro beco
o eco soa e assopra
pro lado esquerdo da parede
pintada de verde
proclamando a natureza

16 de mar. de 2013


Daqui a um mês____________

O paradoxo eu procuro
Sou bêbado e amante
Eterno e vazio
Cheio de vidas
À procura de uma
os procurados




aqui nós estamos
sentidos perdidos
adidos sem fórmula
com a fome de viver
e de amar

15 de mar. de 2013


pra dar meia-noite


preciso achar a pancada    
                      verbal
               pra poder falar
        em múltiplos exemplos
um cá outro lá
           e a corrida é um momento
dois fenômenos de múltiplas escolhas
               uma sem saída uma saída
de réplicas do mesmo lugar em chamas
               um reflexo de verso
                      aos montes
               e estamos à espera

14 de mar. de 2013


como a chuva quer

pro grito da boca
       sacudir o desejo
         do beijo
eu vejo você
    e quero do saber
                sabor
amor, morar 
        do ar
     em chuvas
de um jeito
     de um oito
      a língua toda