14 de abr. de 2013

pra que sorrir depois eu conto


quero merecer assim
tua carne
selvagem
teu grito extravagante
temer tua fúria
e andar com ela
pra poder ligar
nos azuis nos vermelhos
algum elo
arrancar da boca
um sorriso maroto
fazer um maremoto
que a gente não sabe
pra aonde ir
mas quer ficar nele
como o veneno da vida
da história
deixar a escória
de palavras escritas
e ir por tato
todo delicado
cálido como uma taça de vinho firme
e roubar teu sorriso

13 de abr. de 2013


um bom beijo pela manhã

cheio de ternura e amor... 
um carinho danado de bom
todo ele de olhos 
e vontades querendo o beijo
dizendo sim a qualquer 
                coisa verdadeira
um elixir mais que desejável 
                    nós dois
e do adorar que 
           sempre queremos
                        e sempre...

5 de abr. de 2013


pra se saber do ontem da segunda


foi feito poesia...
           hoje me despeço
despido 
      e o cupido tudo... cuspido
foi palavra foi porrada 
                         a cara louca do olhar
teve um amor pra sempre terá... um respeito
pra ter peitos pra isso tudo... foi o mundo
do moribundo mundo bundo
e quando morre... só por hoje.
toda essência a clemência do fim
                                       que enfim
                   um jardim pra cultivar... 
                          ver sempre e sentir.
                                      tão simples...
pra de lá... era amarela a rosa, daí um me perdi.
foi roubada... de mel e tal. ninguém viu. não deixou.

4 de abr. de 2013

foi pra despedida

foi da só noite
      que ela me jogou 
           fora
        fora o amor
e eu errei
       ei de louco 
         o amor
que eu queria...
         o beijo.
coisa de bêbado
         nojento
       eu aguento
        e morro...

31 de mar. de 2013

Eu...

fodido e pronto
na porralouquice do dia 
sem naturais falas
mentes com mentes
nós, o demente eu
profano
cheio de sagrado
aqui não mais que aqui
parado calado
por me entender

21 de mar. de 2013

oo:oo, foi quando eu vi no relógio

poesia que sai agora da boca zero zero.
tudo pra começar.... há o indagar das coisas.
os amores nem sabem... e nem são.
somente um pedaço. ele, todo despedaçado 
e a vida não presta quando sabemos. 
eu vi e ouvi falando também. do calar... 
eu já não sei. se houve festa ou vai haver... tudo isso.
uns goles pros deuses... dos raios, mas eu consigo ver.
tenho ainda a sensação que não existe um cego, ele ainda vive. 

19 de mar. de 2013


Olhos de mel

E foi assim...
         eu tive o desejo de amor
O olhar forte e doce dizia
                                     do encanto
Alguns prantos pra gente
                             se encontrar
Teve o coração pulsando
                            coisa de doido
Um carinho e de tocar
                   o rosto
                            havia perfume
         e eu não parava mais de pensar
Que era o arranhar
                   no coração querendo mais
Então eu resolvi
                   parar o planeta
Escolher esta ternura
                   de mulher só minha
Pra caminhar dos passos
                            o sopro da vida
Da escultura, moldar
                   o tempo o corpo
                            que ela tem cor
                   pra eu jamais esquecer
E deixar do errar
                   porque felizes são os olhos de mel
                                      do meu lado
Pra estar perto
                   sem perder a chama
Do brilho do encanto, eu canto pra você

                                                                             

17 de mar. de 2013



Não
Aqui
Ali
Assim
Atchim
Umbigo
Um espirro
Uma nau
Um mal
Um eu
Os meus
Quem?


o concreto nato


assim somos loucos
os bobos estão aí
aquém da fuga
perto do abismo
da rua sem nome
da porta sem paralelepípedo
do esgoto sujo
e do burro beco
o eco soa e assopra
pro lado esquerdo da parede
pintada de verde
proclamando a natureza

16 de mar. de 2013


Daqui a um mês____________

O paradoxo eu procuro
Sou bêbado e amante
Eterno e vazio
Cheio de vidas
À procura de uma
os procurados




aqui nós estamos
sentidos perdidos
adidos sem fórmula
com a fome de viver
e de amar

15 de mar. de 2013


pra dar meia-noite


preciso achar a pancada    
                      verbal
               pra poder falar
        em múltiplos exemplos
um cá outro lá
           e a corrida é um momento
dois fenômenos de múltiplas escolhas
               uma sem saída uma saída
de réplicas do mesmo lugar em chamas
               um reflexo de verso
                      aos montes
               e estamos à espera

14 de mar. de 2013


como a chuva quer

pro grito da boca
       sacudir o desejo
         do beijo
eu vejo você
    e quero do saber
                sabor
amor, morar 
        do ar
     em chuvas
de um jeito
     de um oito
      a língua toda

14 de fev. de 2013


“PRA TUDO"
_____________
_____________

temos em palavras 
coisas erradas... 
e coisas a serem ditas, que podem 
em algum momento
mudar tudo... até todos.

8 de fev. de 2013

Pecado pro outro dia


se puder 
       mande-me uma carta
e esqueça a melhor 
                frase
não me ignore 
           nem exponha
             a minha cara
        como algum ineficás
porém rir faz parte
              dá ao diagnóstico
                    outra ênfase
e é ela que quero 
               buscar
trocar aos mais 
               perplexos olhos
tocar com permissão,
              que a gente  um dia 
                    encontra
pra pedir mais do todo espetáculo
                 que a terra pode dar

6 de fev. de 2013



Igual a outra poesia


Venho pensando frases na rua
    esqueci o espaço com passo
                                 certo
Mas começo a rebeldia, mas vamos lá...
Não é cruel a tua carne de instinto
                       o selvagem faminto
Love me to time remar amar
                       de verdadeira fala
E no papel não à maneira
              pede besteira mas não existe
                       mas existe um pouco
Porque afinal
    sacro profano um saco ficar
                       brigando por isso
E anonimato como presença
              um beijo uma coisa não acontece
Cinema cama qualquer palavra da vida, dívida
E o muito irônico
              igual a verdade

3 de fev. de 2013


Metade

bela
      benevolência
será indagada
           um dia
e que tudo quebre
          ao menos ao meio,
           ficando para sempre
outra semente
             das partes


Não sabemos o fim

Porque na alma
            o coração está embebedado
                   em querer
E a cada despedida
                 não sabemos o horário
                      do começo do amanhã
O reflexo disso tudo
                   nossas pancadarias verbais
E pra beijar a melhor boca, ela
                                          está longe
A magia da noite nos apavora
E queremos, porém
                     não sabemos quando
Mas sabemos que virá
Como dói o final da noite
                       porque no amanhã,
                                 não sabemos
Mas queremos tanto ela
Se pelados ou inteiros
Cheios do carinho pra um pouco
                              de mais vida
                                   entre a gente
A agonia fica olhando
E até quando resistir
                        o colapso eu espero
Este, pra voltarmos
                               mordendo

2 de fev. de 2013

Olha?



Olha! olha o medo, olha. 
Será que está aí? Está! 
O medo está, olha, será? 
Não sei se está, não sabe? 
Quem não diz, quando diz. 
Fiz, o medo em mim. 
Será ou não, fiz? 
Tudo assim esquece. 
Reze um prece e olha.

31 de jan. de 2013

Puta Merda !!!


peste na tempestade
arruaça na rua
bagunça no convento
os vivos brigam
jogam os seus...
no eco do mundo
e dizem mundos pros moribundos
eternizam o diferente
bebem à mente
amam no mato

30 de jan. de 2013



cedo de hoje
o dia começa...
a gente se apressa e endoidece...
o cedo de hoje demora a vontade...
sem piedade de nossos quereres.

28 de jan. de 2013

O ainda





aqui somos loucos
todos água como pinga
lambemos como língua
e vivemos como pó
sonhamos em acordar,
brigamos em rebeldia
olhamos com a boca
e gritamos sem saber
dizemos ao contrário
e sempre dizemos
o que o cérebro fecunda
desfigurados




expressar
a cor da esquisita
face do erro
é uma questão
de tempo.
estoura primeiro
o berro
e depois esquenta
a língua,
a boca oculta
e o resto da cara.
uiva
pra lua
como ainda
igual a um
bicho,
esperando a inversão
de paralelos
e escuridões.
e quando
a hora acorda impondo
estridentes
desmembramentos
estamos
correndo
de ponta-cabeça.


Sai

          teve a torta 

                      da manhã
          teve o grito 
                      do suspiro
          feito na panela
                     e aí, ela
          num pedaço 
                     de banho
          que eu 
                   não sei

Falta pouco pra tudo isso

E a noite é da solidão
         hoje eu esperava
                um momento maior
Pra se perder no tempo
         esquecer do relógio
Ver o lógico das nossas
                   horas escondidas
Por um gole de vida
                   um pouco pra amanhã
                 que não podemos desperdiçar
Do beijo rápido
               e necessário agora
Uma maçã pra equilibrar
         o que vem vindo lá de longe
Os arranhões perpétuos
         pra vários ímpetos
                      todos nossos
         e a noite não está,
              ela foi dar um beijo
                                no amanhã

22 de jan. de 2013




Eu bebi ontem



deixe-me 
             tirar
destes belos 
             seios, o ar
do bom jorrar
            o néctar 
                do amor

20 de jan. de 2013


                                            tão da gente

      por todo encanto e toda vida que houver
      eu estarei... do tempo marcas do corpo.
      da gente em êxtase e frenético amor... 
      sabemos que do chorar 
                  as lágrimas correm, dizem.
      coisas que o tempo aumenta   
                  e a distância inferniza... dói.
      e o silêncio algo sem fim...

17 de jan. de 2013



'banquete dos deuses'

hoje será doido desde o começar...
teremos um banquete de prazeres...
e as coisas pra se assanharem.
hoje eu quero arranhar
              toda a sua pele
                    e a língua
                           pra isso tudo...
e morder as partes todas feito louco
                     e de amor...
gozar mais de mil vezes
       e queimar com o corpo 
                                      os nossos...

16 de jan. de 2013


Dois fortes


Tem muita coisa pra contar
        pedir meu amor mais uma vez
                das tantas que a quero
            e esperar a melhor mordida
                    que possamos dar
Ouvir cada sussurro de carinho
                        cada pedaço da gente
Querendo os vermelhos momentos bons
                pra cada olhar dos nossos olhares
Dos dedos em todo corpo
        e birutas esperando a toda hora o vento
                                do nosso querer
                        com todos os sopros belos
Do arder pra vida toda, toda minha...

13 de out. de 2012




dos bichos gritos




dos patos quá quá
os gatos miam au
porcos fedidos
as vacas mumu
ratos roedores
as girafas de gravata
os bichos fazem festa
o au au sempre brincando
o grilo cri cri
o burro pensando
os urubus us
as rocas rocas
glup glup do peixinho
ninhos piu piu
o rio chuá...
o vento assopra
o elefante corre
o garanhão cavalar
minhoca minhocão
flor dengosa
e a chuva cai

12 de out. de 2012




aqui
somos todos carnes
ossos nos desossos
o mundo é cheio
para um osso sem fim
peço a todos

NÃO VIDA

como todos os nãos
o sim em rebeldia latente e...
o transparente ser
assume a não visão
porque não olha

4 de set. de 2012


de queixo caído


tinha um pouco disso e daquilo
                       também
era festa de tocar
e tudo foi tocado
tinha gente, a alegria
o bamba do pé
os comes e bebes
a bebedeira dos outros
os tapas na cara...
tinha um cara
e a mulher.
a colher na frigideira
a geladeira sem parar
ouviu-se um rojão, mas já passou  são joão
tudo bem, a gente lembra
                   no ano que vem
agora o bamba do pé
pra dançar pegando fogo

manda...

os atormentados a mando de tudo...
mandam sinal de vida... 
têm os tambores da mente batendo... 
e sempre algo pra falar... mesmo em fumaças.

1 de set. de 2012


a mordida na carne




estamos na tormenta
            pra curar
deixar que os nervosos
  sentidos se beijem
de um jeito ou de outro
  esse outro a descoberta
           nos fará
  se farra se farta
as broncas pra mais
           meia hora
esperando a hora passar
  eu não desligo você
  esse nosso relógio o tempo
           quebrou
está plugado pra rasgar tua roupa
           se temos jeito
os defeitos que se fodam
mas é o tempo
  a chuva caindo
o sol dizendo oi
           e a lua...
minhas mãos querem teu rosto

24 de ago. de 2012


E não tenha dó


Tenha em mim uma verdade
                 das idades nossas
                    não tão pequenas
O brincar um nariz
               de palhaço
                  aquele abraço
                        gostoso
E uma coisa puxa a outra
           a  paixão, que se não
                      soubermos
                         conduzir
                ainda temos o chão
Mas no amor não existe
                     chão
         e o coração arrebenta
Tenta tenta tenta e continua
            e sempre queremos mais
Isso é normal
         também louco
                    e a gente.
Tem maria
        um bocado de coisa
             um beijo com vontade
 O adoro sempre existente
      aguentando até aguardente
         que não se usa mais
           pro amor andar
Dizer do quinto sentido
             quero tanto
           mil prantos pra continuar
Hoje eu vi a lua e ela sorria.

10 de ago. de 2012


Transtornos da vida


 

A este notável momento

          uma incrível mudança

Um desafio que não mede

E também um pouco de gotas

Refrescante ideia que cai

Enobrece a alma e desanda

                  a descoberta

Um pavio curto

         que explode a guerra

          as garras e os ritos

5 de ago. de 2012


Hoje eu vim de tulipas...

É... tem muita coisa em jogo
                        que não se compra em qualquer padaria
Tem o amor pra se construir doendo e chorando
                        e querendo e não sabendo mais o quê.
Tem olhos fortes que se entreolham e dizem muito...
                        sabemos que é ali a toda verdade.
As discordâncias são coisas naturais...
                                   ninguém igual a ninguém.
E isso dói quando o bolo ainda precisa de mais fermento
                                               pra ficar perfeito
Porque se acharmos a colher certa dessa dose que falta...
                                   será lindo e ninguém vai mais entender...
                                                                                  nem precisa.
Só precisaremos de nós...
Pra ganharmos o norte...
                        quiçá a bússola inteira...
E nunca mais acabar...
                         tem amor nisso tudo
Tem muita coisa deste amor
                                   pra contemplar.