30 de jun. de 2012


pra lá de horas

e por dois goles
os olhares nunca se percam
o meu  e o seu desejo
na mira ira
de nem pensar
dar um trago simples
amar palavra mais
e o agora todo
somos sim um pouco pra cada
e não acaba... não me acabe
barbárie disso tudo
e não me deixe só

20 de jun. de 2012


depois do vinho

a madrugada está feliz
a chuva dá o tom da madrugada
                           com seu choro
e hoje ela está feliz
             dizendo coisas das não coisas
               pra sempre rir depois
é um bom tempo... teve topo teve
                                                queda
                               teve a volta
e vamos ver dessa volta dessa vida
                   mais um pouco do quanto
                                                  será
prazos que não vamos dar, mas deixar
                                     que torre tudo
                      
                                                 
                                                            

19 de jun. de 2012


PRA NÃO DEMORAR... AGORA

Porque eu to tanto
      achando a melhor fotografia
A melhor palhaça
       desta vida
A alegria pra saber do picadeiro
        o brigadeiro chocolate bom
E pode ser uma loucura...
        da mais outra
            verdade da vida
E porque derrete tudo
            no querer ver
E se vai acabar
Oh! medo do coração que bebe

14 de jun. de 2012


usei as palavras para...


decantacar a poesia
encantar o frenesi que um dia teve
paramos no beijo mas
ainda a alma machucada
foi-se um trago a mais
uma pimenta
e a mente não para
pra arranjar outro coração
todo vermelho e bom
mas estamos no mundo
e eu não sei se vai ter
outro encontro
e eu tonto por ti
se já perdi
às vezes as coisas acontecem depois
incluindo cachaça se for o caso
eu caso com as palavras e com você
e agora eu não sei onde está
e o onde estou
estourou a pólvora da cabeça
e daí?...

      eu fui tomar banho...    

volto mais tarde pra última tentativa de algo tentar... uma palavra... doce verbal sem amargas brigas e muito chocolate... pra noite ficar com gosto bom e cheio de uma outra hora a gente se encontra... porque hoje... sabá maluco depois do 13 sexta... de agosto... com muito bom gosto... eu não consigo falar mais... nem pensar menos... que do outro lado da linha... alguém se foi... porque não estava perto... a distância... enigma majoritário da solidão... coisa de então e sempre... até que alguém... dê o primeiro passo pro encontro ou saia da toca... se toque pra tocar melhor e mais carinho... da noite fria que passa pelo tempo e dá o momento do que é instinto... do que é... pra madrugada existir...

4 de jun. de 2012


Pra voltar...

Tão de todo o botequim
         onde o samba do amor
         vira o velho rock‘n’roll
O horror
         e todo mundo passa
         a tudo olha sim
         sempre na mais 
         velha palavra
                   uma velha ocasião
Pra falar da volta
         uma discórdia maliciosa
         dos ouvidos
                   os murmúrios bárbaros
E foda-se o mundo eterno
         eu nunca usei terno
E se for pra morrer
         que me bastem as rosas
Pra aquecer
         todo o meu corpo
Um velho sentido
         do estúpido cupido
Pirado na essência
         Na sórdida  ilusão
         um pão acabado por enquanto
Porque pro amanhecer outra palavra
E quem diria, ser
         o mesmo de sempre

17 de abr. de 2012

sobre as coisas
tudo por poucas
causas
simples e voraz
arrasando qualquer modelo
sem ter no pedaço
          um certo brilho
esquisito moderno
            em forma de elo



16 de fev. de 2012


   Dois Ventos...                
Porque drogo a cabeça
                                  solta
Se digo palavras
                elas estão aí
E se me falam
       que eu não mais existo
Há o grito esculachado
                         pra dar depois
Das palavras nenhuma prestam
Atestam apenas um
                         significado
Que o jogo de dados
                nem par nunca
                         se formam
E se deformam as personalidades
A gente esperneia
                toda veia
                pra funcionar
E se são lógicas
       as notícias
       de um calendário
Meu diário não tem
                         fim
E ela dormiu
                sem
                saber

7 de fev. de 2012


de tão couro
a gente quer descobrir
o mais...
arrancar dos olhos
o estado da alma serena
                               e forte
desmanchar o cabelo
e este  todo confronto
o pronto pra paralisar
a principal bomba da gente
porque se voltar o olhar
os mergulhos não pararão
serão densos...  Doidos

17 de jan. de 2012


Todo balé pra matar a gente



Eu queria dar o grito
                  mais lindo
                            do amor
Agarrar todo teu corpo
                  arrebentar o copo
                           na parede
                  e fazer jorrar a vontade
Eu queria olhar você do lado
                  paralisar toda minha visão
                                    e ver dançar
                           o mais esplêndido
                                             balé
Pra abobalhar meus todos sentidos
                                             sempre

5 de jan. de 2012


talvez...

talvez minha vida seja um botequim
talvez minha vida seja mais que isso
talvez um gole de amor
talvez um gole de cachaça
talvez eu não exista

E nunca mais

Um dia surgirei
Serei eu
Onde mais
O mais é nunca
O nunca eu
Desvairado
Intelectual burro
Me surro, me mato
Sou um frasco
Tigela água
A vida nela
Se apela
Diz que rela e nunca mais
O mais, é um dia, paz
Onde não encontro
E pronto
Decadentista
Sou anarquista
Pra nunca mais

4 de jan. de 2012


beijar bem
e beijar com
    o mais gostoso
do gozo de estar
    com você

3 de jan. de 2012


A difícil arte


Da límpida inquietação uma hora sensata
Pra tentar como seu dono e dar um beijo
E mais um beijo improvisando o local
Com o tempo cravado no pulso
E ao mesmo tempo pra não ir embora
Dar o fora, esquecer o tempo
Pra gente ir
Tramar mais da gama balzaquiana madura
E um toque corpo mais desejado pra ver dos olhos
                                                        mel voraz e vivo
Dar o grito bonito, encher a boca
E beijos derretendo pra não parar
Pedindo o gozo clamado, a tenacidade perpétua
                                 no outro dia e não fazer morrer
Arrancar a vontade digna sempre
E ser seu

1 de jan. de 2012


o hoje acontece


E com a esculpida
  cara num parafuso
Paro de pensar
  em qualquer coisa
Ando procurando
  o certo que fala
           pela boca
E a vontade
  de expressar       
           está em mim

31 de dez. de 2011


Pra nada ficar inteiro


Pode-se dizer que sofri
              o ano inteiro
Pra falar do amor que eu deixei
              pro ano inteiro
Pro jeito tão doce
    do amargo ano inteiro
Pode-se dizer que eu comi
              o ano inteiro
Pra deixar rastros
    tatos de todo ano inteiro
Uma relação de todos atos
    alguns toscos do ano inteiro
De uma conversa boa toda hora
                       nada inteiro
Pode-se dizer
Um abraço foi o ano inteiro
Foi um amor que passou
              e se ficar
    nada mais ficará inteiro

29 de dez. de 2011


Poesia do palco


Na solidão da poesia
                alguma coisa presta
Engomada como roupa pra festa de corpos
Onde o baile é todo dia
                    em cada olhar
E o salão, o palco
       onde as horas desfilam
Relógio visual, mal ou bem
             registrando rabiscos com gritos
E fechando a cortina com espelhos
                         olhando a plateia

Pra arrumar a casa



Aqui o tempo espera
Faz gargalhar o momento
Um pouco de lamento
E também um pouco de tudo
E algumas horas, grato
       ainda por existir
Que o vento assopra
Põe parafusos no meio
e vai consertando


20 de dez. de 2011


Um lunático porreta

Bebe-se a cachaça na lua
Arrota-se o porco na madrugada
Defeca-se de calças fechadas
Trepa-se ao meio dia
E chuta o cachorro da vizinha
É um porreta, um lunático
Dois fanáticos
Na manhã que se preza reza
Na noite quando a lua chega
Vira-se bêbada
Toma um porre
E fica, tá!

19 de dez. de 2011


o mais eloquente possível


Pra beijar todo instante
        todo delirante corpo
Sonhar cada vez mais
                do ótico, ótimo ...
                        a melhor visão
O tesão sempre batendo na porta
                porque é torta
Também que nem eu
                mas é melhor
Do cafajeste me arranque a roupa
                pronta pra morder
Tirar do néctar
                tar, tar, tar...
Ai que tiro louco do coração
Põe no forno e come

15 de dez. de 2011


idade da terra



Nos banidos tempos a selva canta
Emana enfeitiçada a rebeldia da vontade
Em viradas metabólicas da transformação
Ela brilha como um olho vermelho
Manchado de azul pelos paralelos de outros
Para simplesmente estourar de vida
Mas como está em parafusos,
                             derramados na idade
Na promiscuidade de seus donos tarados
Pedimos com a boca aberta fim,
                             porque ela está no asilo





compromisso ocasional


E é simplesmente
As coisas mudam de um dia pra noite
O açoite é facilmente degolado pelo já complicado
Tremor e terra
E assim acordados
                buscamos os compelidos
Esquecemos de oras bolas

Eu uso




Assim como as belas caras iludem
Eu uso a minha como máscara
Uso a tua como espelho e uma nova coisa
Uma nova ideia que pode ser muito interessante
Uso mais uma vez a divina ideia pra fazer o elixir
Perpetuar a visão do mundo como
            expansões do acaso das verdades
                                                   e minto

13 de dez. de 2011


Na certa madrugada



Pra tanta hora vivida
                          e cenas madrugadas
Um incerto tempo é perdido
                mas não jogamos fora o final
Deixamos correr veias e avenidas
                por caras vendidas
                          nas madrugadas
                um olhar sem preguiça
                          das malícias
                          o tempo dá
Pro final um claro motivo
                notívagos em busca
                da melhor hora marcada
A sinceridade dose certa
De conflito infinito
                e um gueto na avenida
Pra gente parar de falar mal
                tocar a sensível madrugada
Que ela quer conversar

Rebelião dos canalhas

Também com renúncias
Acabo detonando e rasgando
           a cara
           dos personagens
Proponho trégua,
          outras ocasiões
           e mais relações
Não quero bis nem frito
Para algum momento
          tornar a ser difícil
E então, acabar com os personagens

pouco lixo

Tudo aqui é muito luxo e pouco louco
Tem gente passando fome e gente comendo
                                               doidamente
Alguns pirando no errado e outros colocando erros
E a cabeça anda na nuca como sustentáculo
                                                       do saber
Mede obstáculos e mais uma vez sorri
Com pura insinuação destoa, vira à toa e grita
Barbariza em essências, cheiros e em outros casos
                                                       chora
Perde a hora, a razão, o então e o tesão
E em outros casos se notabiliza pela vigília, mas dorme
Põe ordem no sono, no como e no por quê
Olha aqui, anda debanda e bar
Com turras caras nas vísceras taras        
                                                       de um elixir
Aos olhares vermelhos, cores das veias
E consegue enxergar, mesmo que seja por belos
                                                               escuros
Velhas escórias e outras sensações

Último tapa de um lugar


Não é que o tempo acaba mas põe gole pra calar

Em cada olhar um ciúme úmidas palavras

Que não adiantam e adiam em todos um pouco

E pra vida entupir a pirada exaltação

Só dando porradas em verbos pedindo pra comer

E merdar toda bronca que simplesmente fere

Como com os olhos

Constrói o roer parafuso
Que conta é outra e muito caro pra depois
De exóticos bichos naturais que andam desertos
                                               pra um gole d’água
E vasos caem derramando
Pedindo a morte da sede pra pôr em retrato
Tudo que veio meio acabado
E nas doses um pouco de uma bela sacada
Cada um pra qualquer tempo pôr na sorte o que já foi
E agora outro jeito com mais calma
De palmas pra platéia de bizarros raros rostos
                                      pra daqui mutações
E normais das vezes com outras mais



Assim arrancamos



Às vezes temos que matar o objeto pra começar
Tornar abjetas em maneiras de não mais olhar
Porque assim arrancamos o momento
Guardamos somente em mente o que interessa
E pra ninguém nem conta pronta a dedução espera
De simples modo moderno absenteísta
Em forma de torta rebeldia mais-valia
Que a ilusão esmaga a magra verdade
Colocando o fim no elo e esfriando
                                      bem mais do que parece
De revoltar preces magias de luz pra ficar no escuro
Bem melhor que o rumo da frente pró
                                      e assim arrancamos

2 de dez. de 2011


Quem és tu?


Sacar a imperfeição própria
Mas ser perfeito feito gente
E dando um jeito pra tudo
até pra falar do desafeto
O afeto existente rompe
E mostra na cara que é vida
Aluguel nas relações
Mas e aí,
Qualquer motivo entenda o lado
Do originário e do fim

Loucos pro fim

Gostar... Tarar o cupido
Cuspir na primeira prateleira
E as lérias deixamos andar
Nossos marcapassos tortos
                               e felizes
                               enquanto
Mjadra, a porralouca da comida
                               tudo pensando
Oh! Doce norte
O forte vem
Pra deixar água na boca
Um beijo dela
Porque o fim já foi